domingo, 16 de janeiro de 2011

Gnosticismo

É um termo grego/egípcio que surgiu muito antes do cristianismo. Algumas pessoas dizem ser Agnósticas, sem ao menos saber o que realmente significa gnóstico, apenas pelo fato de não acreditar em crenças religiosas ou no ser divino Cristo.

Mas o que significa gnosticismo? Gnosticismo é uma concepção religiosa antiga que surgiu muito antes de cristo, na filosofia grega gnosis significa conhecimento e cismo religião, então ao pé da letra esta palavra se tornaria a religião do conhecimento.

Deus Mithra

O gnosticismo foi considerado pela igreja católica uma heresia, por volta dos séculos 2 e 3, logo no inicio do crescimento do cristianismo em roma. Nesta época roma estava dividida, existiam varias religiões consideradas pagãs, foi então que o imperador da época decretou que o catolicismo seria a religião "default" de roma*. Foi a partir desta época que começou a caça contra as religiões pagãs e de suas heresias em roma, foi nesta época também que o surgimento do "personagem" demônio foi criado, até então o mal não era personificado, era apenas o mal, e devido ao crescimento do Deus Mithra no oriente médio a igreja católica proclamou este Deus um deus herege e disse que possuía a imagem e semelhança do diabo. Como o deus Mithra houveram também outros deuses e religiões consideradas heréticas por afetar diretamente os "negócios" da igreja católica.

Citei estes exemplos para mostrar que a igreja católica, ao ver que estas doutrinas possuíam uma forte influência sobre seus fieis, efetuavam projetos contra estas religiões pagãs no intuito de "alienar" os fieis contra estas crenças. Mas porque o gnosticismo foi considerado herético?
Jesus Gnóstico


O gnosticismo é uma cosmovisão dualista. O Supremo Deus Pai emanava do mundo espiritual "bom". A partir dele, procediam sucessivos seres finitos (éons), quando um deles (Sofia) deu à luz a Demiurgo (deus criador), que criou o mundo material "mau", juntamente com todos os elementos orgânicos e inorgânicos que o constituem. E Cristo foi considerado um desses éons, que se esgueirou através dos poderes das trevas para transmitir o conhecimento secreto (gnosis) e libertar os espíritos da luz, cativos no mundo material terreno, para conduzi-los ao mundo espiritual mais elevado. Cristo, embora parecesse ser um homem, nunca assumiu um corpo físico; portanto, não foi sujeito às fraquezas e emoções humanas. Jesus não veio em carne!

A principio os cristãos gnósticos explicavam a existência de Cristo usando os ensinamentos gnósticos, mas esta definição foi usada somente até a metade do século 2, pois foi dita como herética por considerar Jesus um ser "não homem". Mas o ponto no qual pretendo chegar é que a vida de Cristo foi "desenhada" unificando as comoventes histórias de deuses e doutrinas antigas, comparando a um cineastra de Hollywood, a igreja juntou informações de escrituras e histórias antigas durante 150 anos para completar sua mega produção e lançar ela nos cinemas (bíblia).

Eu considero o gnosticismo a doutrina mais forte ligada ao cristianismo, pois foi dela que veio as explicações místicas do espírito santo (bem), demônios (mal), o paraíso, a chegada de Jesus na terra para salvar os homens e outras "místicas-semelhanças" da história de cristo.

E os agnóstico? Os agnósticos são pessoa que não acredita no gnosticismo, ou seja, são contra os ensinamentos desta doutrina acreditando "ou não" nos ensinamentos bíblicos da igreja cristã. Saiba que a igreja cristã é agnóstica, então você se definindo agnóstico não irá se livrar de ser um católico ou evangélico.

Fontes:
Livro: A Igreja Gnóstica - Krumm-Heller
Livros apócrifos
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gnosticismo
http://www.descobrindo.com.br/gnosticismo.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Mithra


*Carece de fontes

sábado, 15 de janeiro de 2011

Liberdade...

Nada seria mais oportuno para começar a postar nesse blog, que possui a temática de expor idéias, do que começar falando sobre algo tão abstrato e ao mesmo tempo tão instável, que a idéia de liberdade.

Quem aqui se lembra das três velhas Parcas da mitologia grega ou para os Romanos, Moiras, que governavam nosso destino e com isso, nossa liberdade. Hoje, parece algo inconcebível para nós acreditarmos em tal mito e que em algum lugar de nosso passado acreditávamos na influencia delas sobre nossas vidas. Se hoje gozamos de uma idéia muita diferente sobre como nascemos, morremos e como fazemos nossas escolhas, é porque ao longo da linha do tempo realizamos inúmeras experiências. Já não mais tememos contrariar as Parcas. Mas ainda assim, possuímos uma visão um tanto prepotente sobre os motivos que norteiam nossas escolhas. É um preconceito muito grande do homem em acreditar que exista um objetivo maior para as coisas serem assim.

É sabido a todos – ao menos deveria ser – que não há outra palavra no vocabulário mundial que tenha exercido mais influência a evolução da história do homem. Em todas as épocas, essa palavra foi alvo de injúrias, gritada aos ventos como clamor de luta e esmiuçada pelos filósofos e metafísicos. Por ela, guerras foram travadas, civilizações extinguidas, livros e mais livros foram escritos. E agora, que estamos a cá, no século XXI, o que entendemos por liberdade? Alguns entendem liberdade como sendo um direito divino, outros, por outro lado, dizem que a liberdade é uma ilusão nascida da má interpretação da própria condição de existência e que jamais estaremos livres, pois sempre haverá algo que está à cima de nossas escolhas e desejos.

A natureza de nossa mera fragilidade frente à imponência do mundo, já é uma forma de explicar nossa não-liberdade. Mas aí, alguém pode evocar a noção de livre-arbítrio, que é quase um sinônimo para liberdade, para poder, de alguma forma, dá cheque-mate em nossa discussão. Ora, o livre-arbítrio é a “liberdade” fruto da noção de que todos nós podemos fazer tudo o que estiver em nosso alcance. Na frase “eu posso fazer tudo o que tiver em meu alcance” existem sujeitos elípticos que não são levados em consideração, mas que são de total importância em nossas escolhas. Não somos o que queremos ser, somos uma amálgama de forças que si entrelaçam e constroem o tecido da nossa essência. No centro de onde todas essas forças saem, bem no centro, no mais profundo abismo, na mais interna das camadas da pele, se esconde a verdadeira força primária que rege todo esse grande maquinário chamado de vida, o único instinto que ainda conserva nossa verdadeira natureza: a já conhecida “Conservação da vida”. Este é um dos muitos fatores que agem em nossas decisões, e, portanto, agem também em nossa liberdade.